quinta-feira, 23 de abril de 2009

A espera longa. Um minuto prolongado. O tempo. Ele de novo.
Com a bagagem virada para o futuro próximo, a porta giratória flutua. Brilha guinadas. Fecho os olhos e ouço as luzinhas piscando.

domingo, 12 de abril de 2009

um segundo na história do tempo

Nada mudará essa história. É um ponto e vírgula para sempre tropeçar; e nada mudar. Se alguém movesse esse lugar trêmulo e claudicante, possivelmente todos morreriam duros de choque. Não consigo pensar senão daqui em diante, o resto são fagulhas passadas. São tormentas os vestígios do colégio, das férias na praia e das festinhas onde os meninos tiravam as meninas para dançar música lenta. É lento o domínio do tempo, e ele sempre anda a toque de enxurrada. A paralisia vez ou outra fica semanas a fio num assunto e a perda é sempre irremediável. Já se torna irremediável a vida. Melhor e mais urgente a vida se torna inadiável em cada fio de segundo. Este deve estar recheado e ter o peso histórico e único do presente.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

homenagem para a ruiva maluca ***

é tanto
lado a lado
uma vez mais e sou
outra
depois dela
nunca mais
sou a mesma


*** a redenção parte I

sábado, 4 de abril de 2009

num suspiro
o vento me leva
antigo