quarta-feira, 11 de novembro de 2009

é na vida breve o torpor - sim, me encorajo a viver do meu coração
invado a vida as condições adversas não me reprimem
elas são pedras pequenas às vezes grandes eu já empurrei todo o mito de sísifo para lá
quero o mundo sem timidez

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

é o amor um defeito extrapolado

domingo, 18 de outubro de 2009

é simples estar sem intenções. a vida é silêncio. a ordem se dá nos barulhos das casas, os talheres, os latidos, as crianças. felicidade não se nota.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

eu não voltei para casa
estive soturna
latas, meios, garrafas vazias - o vinho, ele sempre explode vertigens
as fuligens são poeiras brilhantes
e o asfalto detém toda a minha loucura

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

são as luzinhas, elas sempre me distraem. sim, na rua, quando há. sou inexata e tudo o que me resta está sóbrio e frio. a lua guarda seus segredos e esfria o porvir. uma derrota a demolição de um sonho, sonha livre, se assim fosse. o astor rói seu osso e assegura sua existência. eu me encolho no meu casco para ver os meus estragos.
eu não tenho lágrimas. Meus porões secaram. A luta, o trânsito, as batalhas cessaram. Um minuto a mais e talvez bata um novo vento e uma vertigem possa retirar algo de amargo no presente, algo de não-suturado da minha pele. Não espero por nada. A reclusão é o meu delírio e a rua minha companheira de viagem.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

é um adeus, meu bem
eu não tenho necessidade - a barreira é sempre um fim - que se encerra em si e ama o ponto
final, é o que tudo tem