Eu contemplava o telhado antigo. Sujo, cheio de musgo. Durante anos, ele esteve no fundo da minha visão. Com o céu ao fundo, algumas árvores que balançavam longe, e os aviões que passavam -e ainda passam- de vez em quando. Nada mudou. Apenas o telhado. Todo novo, com telhas atuais, dessas que dizem ter um encaixe melhor. A antiga parecia uma renda. Parecia um telhado bordado. Agora, o telhadinho fácil, limpo, contrasta com o que há de antigo no meu peito, e dói ver.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
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