eu tenho saudades de um dia. eu não sou mais eu. meu formato é outro. o que era vertigem torna-se contorno.
domingo, 29 de agosto de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
não diria mais nada, a troco de lançar-me num mergulho escuro. os brilhos reluzem no mar gelado e preto da noite, as luzinhas acendem, me distraem. parada no trampolim deixo-me inebriar pelos pontos de luz, analiso todos eles com alguma razão. entendo que os olhos não dão conta de dizer o que são; então desfoco o olhar, fecho os olhos e sinto as luzes acendendo minha pele.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
reverberações
um susto me colocou aqui. são seus olhos, estas bolas pretas imperscrutáveis. é a sua dança, bailarina, que move o mundo. o meu passo é torpe e um tanto embriagado, jamais conseguirei descrever com palavras sãs a sua silhueta no mundo. os seus olhos são indefiníveis. nasci do sangue e ao sangue sempre retorno. esta exposição, o palco, a palavra; aqui estão nossas vísceras vertiginosas e esparramadas. não temos outra opção, bailarina. a sua beleza embriaga o mundo. todos os poetas curvam-se à sua passagem. como nos curvamos às tempestades, aos ciclones, às vertigens do mundo. assim às bailarinas, bailarina. é você, a mais linda delas.
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