terça-feira, 15 de novembro de 2011

Eu te diria, depois de tomar uns vinhos. Caramba, eu te diria tantas coisas. É tão soturna a minha existência. Não sei nem como tenho tantos amigos. E os amigos são como plumas. Flutuam num ar sem escapes. Muitas vezes você quer pegá-los e eles voam em outra direção. Então eu, no fundo, não tenho amigos. Porque no fundo está cada um tocando a sua vida. E todos estão certos, eu que devo tocar a minha. Mas eu não tenho vida, tenho uma casa e um cachorro. E assim minhas coisas funcionam, entre os afazeres comezinhos. Muitas vezes tenho vontade de sumir. Desaparecer mesmo. E levar o Astor. Num pasto longínquo com vinhos e plumas.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A solidão é um intuito. Eu tenho saudades de alguém que já fui.