segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Eu tenho uma flor para te dar. Está guardada, no vaso, com água. Tem uma cor nela, somente uma. Mas é assim: eu te daria. Mais provável que não dê. Dizem que não damos aquilo que não temos. Mas eu tenho uma flor para te dar. O que talvez seja.

domingo, 30 de outubro de 2011

era um artista. era ele tocando violino nas esquinas de pinheiros. seria um tanto complicado fazer a genealogia de um poeta. o telefone não toca neste domingo a noite. a noite, não é fria, aqui dentro. ouço um novo cd comprado ali na feirinha de discos. meu avô tocava aqui pelo bairro, os taxistas da joão moura lembram dele. seu herculado descia aqui para tocar pra gente. lua sem fim na esquina da cardeal é onde eu espero os táxis quando saio a esmo.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

o vinho tem uma senha. um delírio mesmo. imperscrutável. vertigem fluida quase consciente. volto a escrever! eu teria uma musa. mas eu tenho o astor.