sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Eu te diria, depois de tomar uns vinhos. Caramba, eu te diria tantas coisas. É tão soturna a minha existência. Não sei nem como tenho tantos amigos. E os amigos são como plumas. Flutuam num ar sem escapes. Muitas vezes você quer pegá-los e eles voam em outra direção. Então eu, no fundo, não tenho amigos. Porque no fundo está cada um tocando a sua vida. E todos estão certos, eu que devo tocar a minha. Mas eu não tenho vida, tenho uma casa e um cachorro. E assim minhas coisas funcionam, entre os afazeres comezinhos. Muitas vezes tenho vontade de sumir. Desaparecer mesmo. E levar o Astor. Num pasto longínquo com vinhos e plumas.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
domingo, 30 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
Pois essencial mesmo é o Astor abanando seu rabo. O resto é uma coleção coletiva de neuroses e pessoas famintas. Despeço-me, mais uma vez, das minhas carcaças, tiro minhas peles, desvisto-me. A minha solidão é pura. Eu sou, infimamente. E essencial é nada. Vivemos em meio a barbárie, e isto, nada mudará. O comum é absolutamente torto e o massacre cotidiano segue seu curso. Cortam-se os laços. Não há banho sagrado que resolva. As belas vozes somente alguma arte pode atingir um coração. A natureza com sua beleza estupenda. Eu sigo meu curso, despetalado, com alguma sobriedade. Com o Astor abanando seu rabo. E é isto, somente, e talvez nem isto, que me leve ainda adiante.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
domingo, 17 de julho de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
obra de leonilson
sábado, 7 de maio de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
para DB
sexta-feira, 15 de abril de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
irascível.
a natureza volta para cá. derruba árvores o asfalto fica empilhado de raízes. a sua inexatidão, sonhei com você. era um abraço, tão longo quanto silencioso. e você me dizia: eu sei.
eu sei que a sua natureza, a minha, nós somos indomáveis. o ímpeto, o soco, a nossa maneira de amar ou de machucar tem essa potência esmagadora. assim, aprendemos a ser mais sutis. depois de derrapar e capotar nosso carro ainda achamos os vidros quebrados um tanto poéticos. mas eram vidros quebrados. o vento, a chuva e as tempestades não nos pouparam. quando você me disse, eu sei, no fundo era uma forma de perdoar a minha cegueira. de não brecar quando acelerei sorrindo. no sonho, você me abraçava com amor.
terça-feira, 1 de março de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Foi muito tempo depois. Muitos meses entre acontecimentos sem sentido. Senti a baba de um deus maldito escorrendo por entre minha testa. Corroía meus pensamentos e eu ainda não sabia nomear qual era o meu sentimento. O ímpeto ia e voltava sempre na mesma medida. Eu agi, muito timidamente. Um vestígio virulento ainda permeava o sentido, ao mesmo tempo fugi de você, fugi como um encarcerado foge das suas lembranças. Eu gostaria que você estivesse confortável aqui dentro de mim; ou apenas que me deitasse ao seu lado, com a nossa pele dividindo uma fronteira quase sutil. Eu deveria desistir, jogar uma garrafa vazia no mar e deixá-la ir embora para que o meu próprio vácuo fosse preenchido, um dia, com a água salgada do mar. Uma garrafa vazia, boiando sobre as ondas sou eu tentando chegar até você.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
para eva cassidy
domingo, 30 de janeiro de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
seria o seu peso em cima do meu corpo que não está mais aqui e não tem nada no lugar, apenas eu, com a minha insólita existência. acabaram todas as distrações, tirei as bebidas de casa, todos os analségicos, todos os amortecimentos da minha alma insone, inquieta, perturbada, indecisa. hoje eu tomaria uma morfina para ter sonhos coloridos ou doses cavalares de qualquer remédio que me devolvesse um pouco de tranquilidade. e assim nem os malditos mosquitos perturbariam a minha vigília delirada e eu poderia pensar o que quisesse e não só pensar como acreditar, o que tornaria tudo muito mais interessante.
não tem nada que preencha um vazio quando você se dá conta, na sua natureza, de que está só. não são os amores nem os casos nem as lembranças nem os amigos nada nem ninguém te tira de dentro daquele animal que te engole inteiro. qualquer reação é inútil. debater-se, chutar, gritar, nada disso te tira dali de dentro. e se tomar remédio, fica de castigo, porque a natureza é implacável.
se eu não desmaiar, desfalecer nem perder o ar, eu voltarei. mais jovem, como no meu sonho.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
O sino da igreja toca.

