terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

era a sua tristeza, a minha. o teu rancor, a minha derrocada. a tua iluminação, o meu túnel. não te vi senão sob a lua. e já foi o bastante para inebriar os meus sentidos por entre os prédios. e as luzes da cidade (sempre elas). encanto-me na minha sozinhez, toda a minha conduta está dentro de mim. conseguisse eu ser alguém para fora, um dia. estaria brilhando entre as árvores, no meio da natureza com o brilho das águas. os brilhos, eles sempre me distraem. foi um canto de lua que rebateu em você. a partir daí o mundo precisou de legenda e eu não pude mais ter palavra. foi a mudança de tempo, os trovões, a enxurrada que te levou de mim. notei que estava só e não me lamentei. continuo sem legenda, nem por sobre mim mesma.

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