um desarranjo do meu próprio sabor. daquelas armadilhas que só a gente sabe criar --e cair. eu fui ali, na esquina, em qualquer lugar, na rua, em qualquer lugar mesmo, tanto faz. no devaneio, no delírio, deslizei por entre a seiva daquelas paredes, o meu sangue. perdi, daquele tempo, um tempo curto, são poucas horas ou poucos minutos para se derrubar uma árvore centenária. estou lá derrubada, em tantos pedaços que tento juntar com o mesmo cuidado com que eu mesma ia lá regar, todos os dias. acaricio meus próprios cacos na esperança de revê-los um dia. ali, suturados (eu já fui tantas vezes cortada!). talvez somente o amor, e como é bonito o amor.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
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