é o que o caetano diz: se eu pudesse, matava o natal. no livro dele, verdade tropical, ele conta que ele e bethânia tinham esse jeito de falar quando não gostavam de algo. ele conta que os dois estavam num ponto de ônibus quando eram meninos e, enfurecidos com a onda consumista do período, soltaram essa. e ele explicou, depois, que eles sempre falavam desse jeito. na entrevista que ele deu para a revista serafina, da folha de são paulo, veiculada no último final de semana, ele falou desse jeito sobre a cocaína. que se ele pudesse, matava a cocaína. achei muita graça ter entendido este comentário dele, depois de tantos anos da leitura do seu verborrágico e encantador verdade tropical. e achei graça por ele continuar falando desse jeito, como se estivesse ainda lá em salvador, na sua postura de irmão mais velho, cuidando da jovem bethânia, que estava pê da vida por ter ido embora de santo amaro. muito fofo ele manter este certo mau humor com algumas coisas, uma birra meio infantil que vira e fala: se eu pudesse, matava. parece um comentário pesado, mas se lembrado junto com este fato do ponto de ônibus, torna-se ingênuo. em tempos em que as crianças cantam pega um, pega geral (e no sentido estrito, de pegar e bater e matar mesmo) é bom lembrar dessa historinha de caetano e sua irmã. muito bonitinhos os dois querendo matar o natal.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
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