quarta-feira, 12 de junho de 2013

Mês de junho. Faz seis anos que me lembro do mês de junho. Esse mês definitivo. Nada continua adiantando. Só amar as pessoas. Amar a troco de nada. Sem ponto, sem nó. Um abraço de saudades continua eterno.
De antigamente, só tenho uma visão turva. De salas grandes onde fazíamos guerra de almofadas. De uma escada comprida e por cima colocávamos um colchão para podermos deslizar. De uma jabuticabeira do quintal de onde tirávamos os frutos para sujar a parede do vizinho. Mesmo turvo, antigamente eram quintais e nós todos juntos, aprontando. Bobagens de criança, de roubar correspondência dos vizinhos, tocar a campainha e sair correndo. Sentíamos que quase poderiam nos prender, tão grave eram nossas infrações. Nas fotos, eu sempre pouco sorri. Continuo assim. Só que sem brincar.