foi naquele abraço apertado, quando você me disse: estou com saudades, que nos despedimos. talvez para sempre, talvez por um longo tempo até que num sonho a gente volte --volte a ser, ou nunca volte, mas reconstrua o nosso castelinho desmontado. porque não é premissa do amor o encontro. muitas vezes ele é ou está longe, inacessível. mas é amor, saudade. esquecendo a cor dos seus olhos. esquecendo do eco da sua voz dentro de mim, que sempre foi uma lufada quente a pulsar e distribuir uma exaltação pelas coisas. e como eu vejo as coisas e quero te mostrar! será que eu junto tudo ou esqueço até me despetalar? na dúvida, fico aqui na minha margem te vendo saltar ao longe. fica um contentamento antigo no meu coração.
segunda-feira, 21 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
qual o fazer no mundo, me diga com as suas palavras. estar à tardinha anoitecendo, em qual graça me vejo? suponho estar no mundo. mas talvez não esteja e talvez a minha falta seja despercebida. tenho a força de cavalos cavalgando tanto quanto o ritmo das árvores. alguma coisa se perdeu. não ouso procurá-la porque sei que estará quebrada. gostaria de viver algo extraordinário, como nos meus sonhos.
terça-feira, 8 de março de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
indomável.
irascível.
a natureza volta para cá. derruba árvores o asfalto fica empilhado de raízes. a sua inexatidão, sonhei com você. era um abraço, tão longo quanto silencioso. e você me dizia: eu sei.
eu sei que a sua natureza, a minha, nós somos indomáveis. o ímpeto, o soco, a nossa maneira de amar ou de machucar tem essa potência esmagadora. assim, aprendemos a ser mais sutis. depois de derrapar e capotar nosso carro ainda achamos os vidros quebrados um tanto poéticos. mas eram vidros quebrados. o vento, a chuva e as tempestades não nos pouparam. quando você me disse, eu sei, no fundo era uma forma de perdoar a minha cegueira. de não brecar quando acelerei sorrindo. no sonho, você me abraçava com amor.
irascível.
a natureza volta para cá. derruba árvores o asfalto fica empilhado de raízes. a sua inexatidão, sonhei com você. era um abraço, tão longo quanto silencioso. e você me dizia: eu sei.
eu sei que a sua natureza, a minha, nós somos indomáveis. o ímpeto, o soco, a nossa maneira de amar ou de machucar tem essa potência esmagadora. assim, aprendemos a ser mais sutis. depois de derrapar e capotar nosso carro ainda achamos os vidros quebrados um tanto poéticos. mas eram vidros quebrados. o vento, a chuva e as tempestades não nos pouparam. quando você me disse, eu sei, no fundo era uma forma de perdoar a minha cegueira. de não brecar quando acelerei sorrindo. no sonho, você me abraçava com amor.
terça-feira, 1 de março de 2011
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