Um dia ali. Um dia na casinha amarela. Sozinha. Todos os cômodos vazios, e um pouco empoeirados. A casa em vigília. A casa, olha, ela está quase pronta. O que é estar pronta mesmo. A casa reza. Reza em si. Reza só. Suas paredes pintadas de uma cor nova. Um abraço. Um abraço na casa nova. Que é velha, dura mais de cinquenta anos. Não me dê nada de novo. O que eu quero é estar aqui. Exatamente aqui. Esticar meus lençóis. Só me deitar sobre eles e vislumbrar o que sempre fui.
sábado, 27 de julho de 2013
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Não há mais tempo. O tempo acabou. Os carros atravessaram o farol enquanto o tempo piscava. As luzes brilhavam, a lua está tão. Acabou. O tempo não é. De ninguém. Também não é mais soberbo, a não ser em outras. Galáxias? Se na rua, se em casa. O tempo tem horizonte? Estreito, uma faixa, uma linha, um ponto, uma! Lá vai, se foi, nem memória. O agora, um! Agora, sim! Mas agora? O agora tem horizonte? O agora é uma linha, ou um ponto? Agora o tempo, agora largo, e se toca uma campainha? Foi! Se toca uma linha, só uma nota se vai, e nos ouvidos, fica. O tempo é o corpo.
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