Um dia ali. Um dia na casinha amarela. Sozinha. Todos os cômodos vazios, e um pouco empoeirados. A casa em vigília. A casa, olha, ela está quase pronta. O que é estar pronta mesmo. A casa reza. Reza em si. Reza só. Suas paredes pintadas de uma cor nova. Um abraço. Um abraço na casa nova. Que é velha, dura mais de cinquenta anos. Não me dê nada de novo. O que eu quero é estar aqui. Exatamente aqui. Esticar meus lençóis. Só me deitar sobre eles e vislumbrar o que sempre fui.
sábado, 27 de julho de 2013
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