segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Eu não sabia até então. Era tudo não-delineado, como quase tudo. Muito não-delineado quer dizer qualquer coisa. Quer dizer te ligo amanhã, quer dizer vamos fazer algo no fim de semana, quer dizer eu te amo mas eu não te quero. O contorno vem. Após muitas batidas repentinas em esquinas desavisadas. Após devaneios em que a realidade nunca se acomoda, nunca respira com um minuto de contentamento. O contorno vem depois que se aprende a segurar as rédeas desenfreadas do desejo. Enquanto era tudo não-delineado, eu escrevia. Agora que tudo se delineia, as linhas se formam e eu vivo.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Há uma dança que se faz. Um cantinho daqui ou dali. Um drink, alguns drinks, cada um de uma cor. Assim, no balcão. Frutas, gins, vodkas. Em cima do balcão. Eu balanço. Minha cabeça balança em cima do balcão. De canudinho. Vem aqui. Prova este. Uma fruta diferente, japonesa. Seu cabelo balança em cima do balcão. O barman nos entrega suas invenções coloridas.