É apesar do meu cansaço que sobrevivo. Troco as letras (analségico) é lógico que me guia a fuga do buraco negro. Um buraco negro é a minha cabeça. Mas as imagenzinhas todo o mundo de luzes sobrepostas e cores opacas estonadas entram pela jugular dos meus olhos. Então eu fico distraída e exausta. Corro em direção a não parar nunca - seja aterrisar em cima do mar para nunca aterrisar. Nunca sozinha. Só paro se houver um colo que absorva a dor liquefeita que circula com meu sangue jorrado.
* ouvindo The last flowers to the hospital, Radiohead
* ouvindo The last flowers to the hospital, Radiohead
