talvez no momento em que eu fosse sua, todas as portas seriam fechadas. as janelas, sim, estariam escancaradas para a cidade. o acesso do mundo a mim é sempre restrito. sem incômodos, abro as janelas e pergunto se querem entrar. por ali, de escada, pela varanda, pelo sótão. entrar pela porta é deveras trivial; e não há triunfo nisto.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
obra de leonilson
sábado, 7 de maio de 2011
dança ao longe suas respostas indefinidas. salta sobre as escadarias o seu corpo perdido encontrado de lonjuras. numa vertigem sinto toda a sua tristeza. quase te ligo para perguntar por que está tão triste. quase. enquanto as coisas se transformam, hesitamos em tantos quases. vejo um borrão na minha frente, alguém que não se encontra ao centro. quase palmo errado a sua distância. sem circunferência, sem volume. pouco selvagem a sua natureza está introvertida. não tenho mais lágrimas por você --já tive muitas-- o desejo de ouvir sua voz vagou por entre noites e galhos de árvores secas. nos tornamos destas árvores que ornam o outono com apenas a casca a existir rachada sem raízes.
desculpe caso a minha visão não tenha te alcançado. estou cá tomando chás de ervas calmantes. todo modo o alcance é outro. nada alcança. sim, a música e o amor. se for amor, puro, de beleza imaculada, ali chegará. na parque da luz, na estação de trem lotada de trabalhadores, estou ali com o olhar apurado buscando a estação certa. não há razão para se perder. música bonita.
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