segunda-feira, 22 de julho de 2013

Não há mais tempo. O tempo acabou. Os carros atravessaram o farol enquanto o tempo piscava. As luzes brilhavam, a lua está tão. Acabou. O tempo não é. De ninguém. Também não é mais soberbo, a não ser em outras. Galáxias? Se na rua, se em casa. O tempo tem horizonte? Estreito, uma faixa, uma linha, um ponto, uma! Lá vai, se foi, nem memória. O agora, um! Agora, sim! Mas agora? O agora tem horizonte? O agora é uma linha, ou um ponto? Agora o tempo, agora largo, e se toca uma campainha? Foi! Se toca uma linha, só uma nota se vai, e nos ouvidos, fica. O tempo é o corpo.

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