foi no espelho que ela olhou. um detalhe, no canto da boca, onde daria para resvalar um beijo. sustou a voz --a voz de jazz a sua voz uma clareira-- e lá naquele detalhe ficou à espera que crescesse e se tornasse a sua morte. um detalhe que era uma doença, mas não evaporou; corroeu seu rosto depois seu cabelo e nem deu tempo de se despedir. ela já foi embora? e só agora descubro a sua voz?
para eva cassidy

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