segunda-feira, 2 de junho de 2014

Em tempos de infame indelicadeza
estão todos cansados, cada dia mais
dormem pouco ou dormem muito,
os infames.

Xingam-se porcarias e roubam
almas mútuas.
Ali, nas esquinas, extraem impurezas
respirando fuligem e pólvora
cheios de acessórios, tão parecidos.

Transitam entre ritmos agendados
sem dor.
(Rímel delineado).
Entre indelicadezas,
tocam-se, fortuitos, e viris
(assim lhes são chamados).

Todos viris, assim devemos,
cotovelos blindados.
O motor já me entorpece
como se já fosse algo até,
bonito.

Um comentário:

Flavia disse...

Bom Dia!
Comprei seu livro tudo o que mãe diz é sagrado.
Agora em março completa 9 meses que perdi a minha e estou me vendo no livro junto com a minha mãe, ainda estou lendo mas na pg 29 onde você fala que ela costurava, a minha também e fazia crochê, onde vc fala que a casa não tem vida é verdade! Não tem o mundo acabou.
Ainda estou lendo seu livro! Já chorei tanto só de me ver no que vc escreve.

Att
Flavia