terça-feira, 7 de outubro de 2008

Caju amigo da palavra

Tanta tristeza vira livro. Estou certo que sim. No lugar de um câncer no fígado ou de um derrame que derrube um lado do meu corpo, eu escrevo.
Tanto lugar vira nada. Tenho certeza que sim. Qualquer arte não serve. Tem que achar a palavra. E depois de tanta insônia o perigo é bater no poste da palavra. A rota de colisão. Nunca estive fora dela. Me vê um caju amigo que a minha amargura vai virar palavra e eu preciso estar alto para encontrá-la.

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