domingo, 11 de setembro de 2011

Eu poderia ir exatamente agora. O essencial já me foi dado.
Pois essencial mesmo é o Astor abanando seu rabo. O resto é uma coleção coletiva de neuroses e pessoas famintas. Despeço-me, mais uma vez, das minhas carcaças, tiro minhas peles, desvisto-me. A minha solidão é pura. Eu sou, infimamente. E essencial é nada. Vivemos em meio a barbárie, e isto, nada mudará. O comum é absolutamente torto e o massacre cotidiano segue seu curso. Cortam-se os laços. Não há banho sagrado que resolva. As belas vozes somente alguma arte pode atingir um coração. A natureza com sua beleza estupenda. Eu sigo meu curso, despetalado, com alguma sobriedade. Com o Astor abanando seu rabo. E é isto, somente, e talvez nem isto, que me leve ainda adiante.

Um comentário:

roberto alencar disse...

essencial

Quero o centro e a ementa de tudo,
a utilidade do útil,
o sumo e o crucial,
o princípio ativo e a semente da gênese,
do substancial a substância,
da preferência o preferencial,
do natural a natureza,
da essência o essencial.