Vamos inaugurar o ano. Com um dedinho de delírio, que sabemos, é sempre bom. Com um pouquinho de Berlim, com o meu casaco sujo de bebida no chão. Uma vodka alheia que permaneceu até ontem, quando o coloquei na máquina de lavar. Eu gosto de vestígios. De Paris o sacolejo do metrô com seus pretos, árabes e orientais e todos falam aquela língua mas ninguém é de lá e todos são de lá. De Praga, que dizer. É onde se deve fazer amor.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
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