Eu tenho uma espécie de medo do mundo. Um medo irracional, ilógico, ancestral. Não chega a me paralisar mas invade por um ou mais segundos e me faz pensar de um jeito estranho. A cidade não é suficiente para aplacar minha angústia. Pelo contrário. Quando saio, me sinto ainda pior. As ruas vociferam e atropelam tudo quanto. Os carros passam rápido e me deixam em vertigem. A minha labirintite ataca. Selvagem, deito no chão, e fecho os olhos.
quinta-feira, 15 de março de 2012
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