quinta-feira, 31 de maio de 2012

Uma verdade inaudita. Neste fim de tarde, talvez todas as ilusões tenham-se formado nuvens. Não nuvens espessas, mas aquelas que se espalham, sem vigor, quase imperceptíveis, um pouco desgostosas --e talvez até um pouco confortáveis. São quase céu. Se estão de ponta cabeça não nos cabe dizer. Estão lá finíssimas, se assoprarmos daqui, viram pó. Está tudo lá, as ilusões, os encantamentos, os floreios. E quem olha o céu para saber de ilusões e encantamentos? Só quando chove, e mesmo assim é para dar de costas.

2 comentários:

Silvia Regina Angerami Rodrigues disse...

é precisamente o que vejo aqui da janela...

Paula Corrêa disse...

não é, minha querida? às vezes o tempo sabe bem representar o que a gente sente, né? obrigada pelo comentário ;) bjs