Ela, então, enxerga. A poesia está no vento. Ela enxerga o vento. Não nas folhas, mas no próprio vento. No ar mesmo, com suas mini-partículas brilhantes. As ventuinhas que arrefecem os calores solares que debaixo das saias rompem em leques trêmulos e coloridos. Ela com calor e ansiosa, com calor e ansiosa. O vestido colorido brilha. O vestido florido balança. Ela, então, enxerga. O vento a irrompe ao meio, o vento a invade dolente. O vento é invisível e ela fecha os olhos. Fecha os olhos e puxa seu vestido para o meio. Fecha os olhos e puxa o vento para dentro.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
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