segunda-feira, 4 de outubro de 2010

não quero ver.
ninguém.
não quero ser.
nada.
eu te amaria desde quando. uma vertigem me faria você. me entranharia nas suas esquinas delgadas e doces. um segundo a mais dos seus olhos. no seu silêncio suave, uma manhã em mim.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

dentro. quando. onde. me perco.
ninguém se perde. está tudo sob controle. nada demasiado. nada além.
além de mim, estou longínqua e incerta.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

o mundo. não cabe na minha mão. tudo é pouco.

domingo, 19 de setembro de 2010

eu gostaria de ver
tudo.
eu gostaria de saber. tudo.
uma linha que puxo e se quebra ao meio. é para continuar puxando, é para dar um nó e seguir adiante ou é para largá-la e procurar outro novelo?
é de saber ou é de estranhar? o que é, é ou não é?

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

despeço-me de mim. mais uma vez (e já foram tantas!). um sentido de deitar-me num banco qualquer e olhar as árvores com um fundo de céu. o que vislumbro cabe no meu mundo, e não me assusta.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

eu não sei o caminho. talvez você me ajude a descobrir, talvez não. talvez. muito provável que não ajude. tem um caminho só. tem outro, feito a quatro mãos. tem outros, com muitas mãos. tem mais ainda, feitos com patas. com garras. talvez eu queira ajuda, talvez não.