domingo, 24 de abril de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
eu gastaria muitas e muitas e muitas palavras para dizer o quanto te amo. seria divertido procurá-las. demoraria muito mais do que um feriado prolongado. seriam necessárias muitas músicas lindas para me inspirar devotamente a encontrá-las. os passeios com o astor seriam repletos de lampejos e vislumbres semânticos. depois de muito vinho também para o pensamento elevado atingir as expressões mais em cheio. é provável que precise de músicas românticas ou mesmo de algumas do abujamra que você tanto gosta, aquelas que falam do contentamento de estar ao seu lado. foi bem na hora que você segurou a minha mão durante o show dele ontem. era da alegria que ele falava? achei tão lindo você pegar na minha mão. fiquei sem reação.
para DB
para DB
sexta-feira, 15 de abril de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
era um querer a sua ligação. em todos os laços há um aperto, outros frouxam até tornarem-se linha solta a balançar com o vento. eu teria ido embora quando você disse a palavra machucar. é proferir algo iminente. quem falaria esta palavra não tendo em absoluto esta intenção. um cuidado exarcebado? diria que não: era melhor um abraço.
segunda-feira, 21 de março de 2011
foi naquele abraço apertado, quando você me disse: estou com saudades, que nos despedimos. talvez para sempre, talvez por um longo tempo até que num sonho a gente volte --volte a ser, ou nunca volte, mas reconstrua o nosso castelinho desmontado. porque não é premissa do amor o encontro. muitas vezes ele é ou está longe, inacessível. mas é amor, saudade. esquecendo a cor dos seus olhos. esquecendo do eco da sua voz dentro de mim, que sempre foi uma lufada quente a pulsar e distribuir uma exaltação pelas coisas. e como eu vejo as coisas e quero te mostrar! será que eu junto tudo ou esqueço até me despetalar? na dúvida, fico aqui na minha margem te vendo saltar ao longe. fica um contentamento antigo no meu coração.
terça-feira, 15 de março de 2011
qual o fazer no mundo, me diga com as suas palavras. estar à tardinha anoitecendo, em qual graça me vejo? suponho estar no mundo. mas talvez não esteja e talvez a minha falta seja despercebida. tenho a força de cavalos cavalgando tanto quanto o ritmo das árvores. alguma coisa se perdeu. não ouso procurá-la porque sei que estará quebrada. gostaria de viver algo extraordinário, como nos meus sonhos.
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