quinta-feira, 17 de janeiro de 2008























Entramos correndo no hospital. As pessoas estavam deitadas como se fossem bebês. Adultos no berçário. Encontrei minha mãe agonizando. Olho novamente e era meu pai. E de novo era minha mãe. Havia variação na cor dos olhos, ora azuis ora verdes. Todos temos olhos claros em casa. Seja um ou outro, nada conseguimos fazer a não ser olhar assustados e impotentes.

Mario Cravo Neto, O Deus da Cabeça

2 comentários:

Anônimo disse...

Paula,

Mas me diz, você não vai se esquecer?

Senão, vou aparecer aqui todos os dias só pra te relembrar daquela "inspiração"!

Brincadeirinha.

Anônimo disse...

Paula,

A nossa existência é um texto que vai sendo escrito ininterruptamente, e a nossa vida nesse plano astral é apenas um ponto de interrogação deste texto.

Se permanecermos limitados à razão. Esta condição sempre será a restrição que teremos do conhecimento daquilo que chamamos de alcance almejado da essência do ser.

E o que tem a ver?

Que a nossa imaginação, de repente, é a verdade. Sim! É ela quem pode corresponder ao exato real, contrariando a falsa convicção que temos dos acontecimentos que compõem aquilo que chamamos erroneamente de “realidade”.

Devemos encarar de outra forma aquilo que, envoltos nesse insignificante nível de evolução, chamamos de ilusão, sonho ou pesadelo.

Um abraço.