eu fiz um pedido
enquanto acreditava em deus
ele nem chegou a dizer não
não falou nada e me deixou esperando, esperando
na esperança de que sua resposta fosse sim
mas ele não deu nenhuma dica
a resposta era não, em letra maiúscula
uma queda sem amortecimento
a dor no corpo não cessa e a vida não pára
de me chamar para suas intensas frivolidades
pergunto o que tenho a ver com isso
mas ele não fala, né,
deus fica aí nas nuvens, nas árvores, nas folhas
mas o que eu tenho que saber das nuvens, árvores e folhas pra que
elas me digam alguma coisa, que respondam minhas dúvidas?
porque se deus não existe ele-mesmo, como posso imaginar
que as sepulturas não virem apenas erva daninha?

4 comentários:
Paula,
Fiquei duas semanas fora de casa, viajei e acabei ficando sem contato com Internet.
Senti falta de poder te ler aqui quando quisesse.
Que bom voltar!
Lembra quando você tinha um certo receio com o número de visitas no seu blog antigo? Agora você não precisa mais dessa preocupação. Tem muita gente conhecendo a Paula Corrêa e o que ela escreve.
Fico feliz por você!
Paula,
Quero que você sinta (virtualmente)a minha presença, toda vez que acessar o seu blog, visto que darei um tempo nos meus comentários referentes aos seus textos, devido "algo" que ocorreu.
Estarei sempre (incognitamente)por aqui fazendo estas leituras agradáveis.
Beijos.
(Roberto Alencar)
Feliz com a volta da à la blasé e à futura volta do Roberto. Já já vc retorna, né?
Vou escrever um post melhor do que este atual, estava um pouco sem inspiração esses dias, mas jájá puxo a linha do umbigo.
Enquanto isso, podem falar mal de mim. rs.
beijos, paula
Roberto,
O ocorrido não é aquele comentário do anônimo, né? Espero revê-lo em breve nesta telinha aqui...
E a la blase, seus comentários são tão bacanas, fico me coçando pra não publicar, viu? Mas vou respeitar seu pedido...
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