É inigualável a sua presença. Nenhum divã, com sua suntuosidade, me daria tanto tremor do que ela. É quando ela desponta com seus cabelos dourados e prateados que minha espinha trinca. Uma vez, no hospital, tomada de morfina, tive uma visão. Ela ia me visitar. Começava a cantar. Fui com ela até a UTI e tirei minha mãe do torpor. É de Bethânia que falo. Foi um anjo por uma noite no meu delírio desesperado de salvar minha mãe. E é ela quem invoco novamente para atravessar o dia. Hoje seria (ou é?) aniversário de quem com tanto amor me gerou e com tanto amor me deixou.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
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2 comentários:
-ouro de artista é amar bastante, disse um cara aí.
de mãe também.
"pensar na pessoa que se ama é como querer ficar à beira d´água, esperando que o riacho, alguma hora, esbarre de correr..."
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