Hoje eu estava lá. Uma britadeira abria meu âmago e as fronteiras da minha consciência desvaneciam. Não foi um instante ou dois. Foi uma sequência imposta de catatonias. As cores dos meus sonhos vulgarizaram todas, tudo se abriu em destaque de escola de samba. Foi a morfina, me disseram. Não me deliciei em nada. A lua minguava, crescia, se estabanava toda para aparecer. E nada me tirava dali. Da falta primordial. Do sonho esquecido. Sem estalos, choques ou sopetões. Era a espera definitiva. E até hoje espero, e vou esperar sempre. Em todos 11 de junho eu vou esperar. Que ela acorde, linda, e diga, obrigada, filha.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
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Um comentário:
Intenso, delicado, dedicado, lindo!
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