sexta-feira, 31 de julho de 2009

tempestade e ímpeto

Ele foi até a escada e refez o trajeto; andou até o piano, viu os retratos mexeu na cortina; revirou os livros para encontrar uma frase que explicasse que agora não tem mais. Quem era. É no amor que se consagra. É o gosto o cheiro a virtude. Nas poesias nos livros do Kundera nas frases do Caio Fernando nada; ele tira do bolso um guardanapo com um desenho que ela fez no bar há tanto. Ela era jovem. E ainda havia escrito "sturm und drang" um termo que explicava o sentimento do jovem Werther e agora era o seu, tempestade e ímpeto. Só que tudo mais vazio e cheio de névoas. O silêncio, este grande mártir. Prepara um uísque e a noite começa longa e improvável.

3 comentários:

à la blasé disse...

Paula, é dele:

“escrevo por uma espécie de incompatibilidade-de-gênios com a vida, escrevo para reinventar, para organizar o caos, para não enlouquecer de impotência, para re-fazer”

Paula Corrêa disse...

ae Fê, apareceu. dele é o Caio, né?

à la blasé disse...

dele mesmo
eu não me canso.