um toldo branco protege a sala. é demasiado longa a história. deveras intrincada para uma versão superficial. a luz branca e estourada não deixa a cena transcorrer. a flacidez ambiente, uma certa nostalgia ao extremo, ou melhor, um clima um tanto fúnebre ou talvez soturno mas sem charme, completamente sem charme. a estética faz parte da tristeza. pelo menos um pouco, por favor. mas voltando a descrição da cena, o mais importante são as pessoas, como sempre elas dão o curso e são o curso da história, mesmo que os objetos sejam cafonas e opacos se há um charme entre os diálogos e a conversa flui de maneira pouco sórdida, está tudo bem. e tenham paciência um texto sem parágrafos exige certa concentração. tentei abrir meu dickens com sua ironia a perspicácia, mas sempre volto às minhas palavras e algo dentro de mim deve ser grato a isso. eu tenho um problema constante que às vezes eu estou nos lugares mas também é como se não etivesse. e muitas vezes tenho vontade de soltar o ar do fundo dos pulmões que deixo retesado enquanto não me encontro enquanto as pessoas não me deixam à vontade com seus olhares castradores e sua pouca generosidade. a minha voz fica embargada e parece até que enrouqueço. não tenho mágoas, está tudo bem para mim. é o amor, ele preenche tudo.
domingo, 16 de agosto de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Um comentário:
fiquei com as suas seis últimas palavras batucando na mente por muito tempo
Postar um comentário