sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

que me salvasse da minha própria morte. eu sou a denúncia do meu próprio fracasso. a cicatriz não suturada, a música póstuma, a mentira pública. esqueçam-me. nada me resta. dei o último mergulho. e ele só foi bom enquanto senti o ímpeto. e agora vem a tempestade. com pedras restos de árvores pontiagudas. estou toda machucada.

2 comentários:

felipe disse...

por entre uma fenda de doces sentimentos, escorreu do favo de uma noite mal resolvida, em que o pensamento seguia mais ligeiro que a ansia de viver...porém dormir pode ser uma tortuosa.
os pontiagudos podem cair sobre a pele, mas eles não irão doer enquanto teu espirito não terminar de ouvir a música póstuma que voce coloca em seu estéreo todo dia antes de se debruçar sobre seu caderno de divagações...tudo está dito.

Eu, em SP disse...

... e a lama desce o morro, soterra, enterra seus mortos... em terra... só terra.