segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

um desenho
um desejo solto
no papel
mais caneta
do que borracha

3 comentários:

VICIADOS EM CAFÉ disse...

Bacana.
Sem borracha, escrever
e não se arrepender!

Roberto Alencar disse...

Desenho solto no papel...
No fundo sempre se busca certo tipo de liberdade, um anseio pela condição de levar a vida como que fazendo um traçado quase sem direção, ou na direção em que o vento da vontade espontânea levar.
Quem nunca, com uma caneta na mão, diante de uma folha em branco, fez riscos a esmo. As coisas feitas a esmo proporcionam certo prazer inexplicável. Como fuga de certas convenções, regras e compromissos burocratizados. Se o normal é aquele que segue as normas, a liberdade é, exatamente, o caminho que conduz à anormalidade.
Quem sabe até a busca a uma saudável evasão.
Libertação de tudo que é planejado, programado, projetado.
Será que toda vontade é espontânea? Ou existe uma força que obriga certos gostos e sentimentos?
Quem faz o que lhe é espontâneo não se arrepende, por ter feito o que desejou fazer no momento em que fez. Se a opinião mudou e daí!? O momento também mudou.
Então, realmente não precisa de borracha.
Desenhos e desejos soltos no papel...

Aeiou disse...

Senhora Liberdade

Abre as asas sobre mim
Oh, senhora liberdade
Eu fui condenado
Sem merecimento
Por um sentimento
Por uma paixão
Violenta emoção
Pois amar foi meu delito
Mas foi um sonho tão bonito
Hoje estou no fim

Senhora liberdade
Abre as asas sobre mim
Senhora liberdade
Abre as asas sobre mim
Não vou passar por inocente
Mas já sofri terrivelmente
Por caridade
Oh, liberdade abre as asas sobre mim
Por caridade
Oh, liberdade abre as asas sobre mim.

Zélia Duncan