domingo, 14 de março de 2010

Hoje acordei disposta. Inteiramente viva. Ouvi Maria Callas e assim foi possível esperançar-me de algo novo. A música permanece em mim e mantem este frescor. Pois frescor é o que vou sentindo. Como uma eterna manhã, não apenas triste; brisa fresca é o nascimento de um sentimento novo. O Astor cuida de mim, já que sou só. Passeia comigo nas praças e traz a bolinha. Seja a hora que for, dá um chacoalhão até a ponta do rabo e está pronto. E estou assim junto com ele. Não é somente ele que me tira da cama. Nunca antes a manhã me animou tanto a viver. Quero acordar tão mais cedo quanto puder para me sentir viva. Quanto antes, melhor. Bom dia, estou viva, celebro. Um deus frescor me exalta.

7 comentários:

Aninha disse...

Bons domingos, Pauloca!

Roberto Alencar disse...

Como é, preciosamente, reconfortante sentir a plenitude da vida. Lamentavelmente, nem sempre é possível alcançar esta enigmática conexão, ou quase nunca, mas um dia no decorrer da existência acontece e se experimenta este gosto. A arte, nessas ocasiões, se mostra mais carregada de esperança. Um bálsamo para alma, um refrigério para o espírito e nasce um sentimento novo. Um acalanto para a solidão, a percepção de que se não a felicidade, mas ao menos a tranqüilidade pode ser encontrada nas coisas mais singelas da vida, como, por exemplo, nas ações de um queridinho animal de estimação, coisas sempre grandiosas que não percebemos sempre. Aquele jeitinho especial de se repaginar e postar-se com ar de ânimo para enfrentar a vida. A manhã fica mais clara com a esperança de naquele dia ter a possibilidade de contemplar e viver um dia diferente.

Paula Corrêa disse...

os antigos tempos voltaram! aninha e roberto alencar presentes. tá faltando a fe blase. devo ter esquecido alguém. obrigada, queridos, pelos comentários.

Roberto Alencar disse...

Boemia, aqui me tens de regresso
E suplicante te peço a minha nova inscrição
Voltei pra rever os amigos que um dia eu deixei (...)

(...) Acontece que a mulher que floriu meu caminho
De ternura, meiguice e carinho
Compreendeu e abraçou-me dizendo a sorrir

(...) não esqueça o seu violão
Vá rever os teus rios, teus montes, cascatas
Vá sonhar em nova serenata e abraçar seus amigos leais (...)

Fe Blasé disse...

paula, aninha, roberto,
estou aqui com vcs,
celebrando.

Aninha disse...

Tim tim!

Paula Corrêa disse...

Vivaaa!!