domingo, 20 de julho de 2008
sábado, 19 de julho de 2008
Mato
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Oceano faminto (de distância)
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Je m´apelle
quinta-feira, 3 de julho de 2008
no terraço
Já não aconteceria mais da forma como imaginei. Nessa cidade ninguém perde dez minutos olhando um corpo no chão. Eu não seria como um Hemingway - a minha morte não seria literária. Eu não teria recompensa, não teria obra póstuma, nem retrospectiva.
Passo ao largo do rio. Balançam as árvores, gosto do tom de verde das folhas, elas tremem e minha visão embaça. Desfoco o olhar.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Ao meu amigo Caio F. A.
Eu não falaria outra língua se você me entendesse. Eu não me mudaria de cidade se você me abrigasse. Se da forma que bati em tua porta você não atendeu, que macacadas eu devo fazer pra te encharcar de mim? Não basta roubar seus beijos e arrancar todos os drinks da sua mão, uma vez, duas vezes te levar pro meu quarto e não te derrubar na cama – é sempre um quase, meu caro Caio Fernando – sempre passamos do ponto e a porta não abre de jeito nenhum. Eu não me suporto. Te roubaria de ti pra nunca mais ter de me olhar no espelho e ver a figura esquálida que me tornei. Minha magreza é tanta que me alimento de amendoins à noite, na solidão da minha casa sem TV. Coca light e amendoin. Ouço um rockzinho do Pete Yorn, um mp3 que ganhei de um amigo antigo. Amigos antigos. Quem são eles. Ora, ora, Caio Fernando, acabo de abrir um livro seu e você já é meu amigo antigo. O mais antigo de todos. Tomaria todos os porres do mundo com você, bateria na sua porta feito uma louca e roubaria beijos lésbicos da sua boca bicha. O mundo nos engana, não confio em placas de trânsito nem em decisões tardias.
