Segunda-feira eu serei outra pessoa. Acordarei feliz. O dia amanhecerá claro e próximo. Não distante, como tem amanhecido. Soltarei uma risada bem alta ao acordar. Os vizinhos estranharão a minha falta de silêncio. Não te prometo nada, mas nesse dia o amanhecer, pelo menos um.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
quarta-feira, 15 de maio de 2013
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Eu teria ido junto com você, não fosse o barulho da cidade a me atrapalhar os sentidos. Teria mergulhado nesse lugar escuro e sombrio por onde a minha cabeça tanto andou sem você. Não é para viver. É para aguentar. Suportar. Esses barulhos, de obras, de carros, de gente falando alto, não é que me distraem. Esses barulhos me dizem o que você está fazendo aqui? A resposta parece me convencer cada vez menos. Parece não me convencer. Parece me dizer: vá.
terça-feira, 7 de maio de 2013
Não é no frio, nem numa sopa com vinho nesse tempo outonal. Não é numa poça d´água que reflete o céu azul e o sol, fingindo não estar poluído nem jorrando caminhões pelos ventos. Não é numa rede, balançando com impulso preguiçoso quando a manhã nasce. O estado a que me refiro não está em nenhuma dessas ilusões de ótica instauradas pela busca de um mundo perfeito. Eu não tenho mais corações brilhantes nem estrelinhas prateadas pulsando nos meus olhos. Minha visão tampouco é turva, nem míope. Ela está ali, dedicada em você. Pousa sobre sua sobrancelha. Sobre um delicado porvir que confabulamos em suspiros distantes. Não é uma luta, nem por convencimento, nem por estar assim. Pousa, delicadamente, e vê um brilho logo ali. O Astor suspira, conosco.
terça-feira, 23 de abril de 2013
Eu te amo desde sempre. Não deveria ter mais ou menos de mim. Somente um. Amor. Durável, não-comedido, vazado, escorrido, sem têmperas. Amor sem têmperas, desordenado, com um grito elevado. Não uma dama, uma louca sem divindade. Eu te amo desde sempre. Sua força todos os dias. Seu silêncio todos os dias. Seu delírio diário. Assim, amado. Como um rio desavisado que cai, em cataratas. A sua nuvem de águas me banha o juízo, amor. Desde sempre eu respiro, no seu ouvido te digo.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Ela, então, enxerga. A poesia está no vento. Ela enxerga o vento. Não nas folhas, mas no próprio vento. No ar mesmo, com suas mini-partículas brilhantes. As ventuinhas que arrefecem os calores solares que debaixo das saias rompem em leques trêmulos e coloridos. Ela com calor e ansiosa, com calor e ansiosa. O vestido colorido brilha. O vestido florido balança. Ela, então, enxerga. O vento a irrompe ao meio, o vento a invade dolente. O vento é invisível e ela fecha os olhos. Fecha os olhos e puxa seu vestido para o meio. Fecha os olhos e puxa o vento para dentro.
domingo, 10 de março de 2013
Amigos,
É com muito prazer que anuncio o lançamento do meu novo livro Tudo o que mãe diz é sagrado, pela editora LeYa, dia 22 de março, sexta-feira. O evento será na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, das 19h às 22h.
Espero todos lá, será um prazer vê-los!
Ouçam dois trechos do livro musicados pelo maestro Jaime Alem, narrados por mim, com a linda voz de Nair Cândia.
É com muito prazer que anuncio o lançamento do meu novo livro Tudo o que mãe diz é sagrado, pela editora LeYa, dia 22 de março, sexta-feira. O evento será na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, das 19h às 22h.
Espero todos lá, será um prazer vê-los!
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