debaixo dos escombros do meu quarto com a minha sujeira o desalento a insônia atormentada e sem filtros (a culpa, o vazio, o medo, o quemsou)
sem remédios sem consolos sem nenhuma pílula que amenize o meu peito extravasado
chego até a meia noite do meu porvir com o torpor de quem quase não existe
sorvo a minha insanidade e nenhum telefonema pode me salvar deste labirinto
salvo palmas eu não lembro mais o que ela falou as palavras que usou
e foram elas - as suas palavras - uma espécie de passagem para um mundo real, que é este mundo do afeto (que tanto esqueço) e cultiva a doçura a partilha o amor do caralho que cria uma vírgula para o esfolamento da minha alma torpe e não só me eleva como me lembra quem eu sou e de onde vim
sem remédios sem consolos sem nenhuma pílula que amenize o meu peito extravasado
chego até a meia noite do meu porvir com o torpor de quem quase não existe
sorvo a minha insanidade e nenhum telefonema pode me salvar deste labirinto
salvo palmas eu não lembro mais o que ela falou as palavras que usou
e foram elas - as suas palavras - uma espécie de passagem para um mundo real, que é este mundo do afeto (que tanto esqueço) e cultiva a doçura a partilha o amor do caralho que cria uma vírgula para o esfolamento da minha alma torpe e não só me eleva como me lembra quem eu sou e de onde vim

3 comentários:
O abismo. Poucos possuem a sua coragem, minha querida. Parabéns! E quando a gente dá de cara com o minotauro, a única salvação é o novilho de lã. O amor nos conduz para fora do labirinto.
oops... novelo de lã ;)
querida é vc!
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