segunda-feira, 12 de julho de 2010

um certo demônio me habita
nada o contém, exceto as flores

alguém com um sorriso eterno
ou uma pureza d´alma

senão é a sujeira, o avesso, a crise, a desforra
o pó em cima do tampo da privada
a ressaca, a manhã perdida

vejo uma mulher montada na rua
ela é tão bonita
a vida dela é tão mais interessante
do que a minha, tão limpinha e virginiana

verso o desvio, louvo as noites mal dormidas
a confusão mental e a música alta
não é bem confusão mas vertigem
não existe caminho certo mas o desejo

este soberano

a minha boca pulsa

3 comentários:

Beta disse...

finalmente alguém escreveu o que eu precisava ler. um certo demonio me habita. até quando???

Unknown disse...

noites embevecidas
e de repente uma pausa
uma música, um telefonema
a voz de estranheza do outro lado
e a reposta de um doce ímpeto sem gastura
'eita, o quê?'

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.