Outro dia, um amigo acordou com a seguinte pergunta na cabeça: por que estou vivo? Ele, que é um homem forte, viril, só falta o escudo e a espada como ornamento, como pode ter acordado com essa indagação tão simples? Pois eu fiquei com a dúvida da dúvida. Por que alguém acorda e pergunta por que está vivo? Tenho uma amiga que diz que a pergunta certa é sempre para quê e não por quê. Porquês temos aos milhares, mas os para quês são mais complexos e difíceis de responder.
É simples de entender. Na frente da vitrine, por que preciso de um sapato? Porque os meus estão velhos, porque não tenho um sapato dessa cor, porque eu trabalho muito e mereço esse mimo. Mas, para que você precisa comprar o sapato? Bom, nesse momento a cabeça dá uma enroscada, não dá?
E talvez ele não encontre os porquês de estar vivo. Ou talvez encontre milhares. Porque ele respira, porque a mãe dele o gerou, porque ele precisa aprender, evoluir, amar, sei lá. Mas, e, para quê ele está vivo? Listinha difícil de responder... (É difícil até de acentuar os chapeizinhos dos ÊS, quanto mais de responder).
Existe, também, uma diferença grande em perguntar por que estou vivo ou por que eu nasci. Eu nunca me perguntei por que estou viva, e sim, em último caso, por que eu nasci. Agora, o porque de se estar vivo é uma questão que não se vitimiza, ela se refere ao momento presente e não há 30 anos atrás, quando estava na barriga da mamãe. Faz toda diferença.
É simples de entender. Na frente da vitrine, por que preciso de um sapato? Porque os meus estão velhos, porque não tenho um sapato dessa cor, porque eu trabalho muito e mereço esse mimo. Mas, para que você precisa comprar o sapato? Bom, nesse momento a cabeça dá uma enroscada, não dá?
E talvez ele não encontre os porquês de estar vivo. Ou talvez encontre milhares. Porque ele respira, porque a mãe dele o gerou, porque ele precisa aprender, evoluir, amar, sei lá. Mas, e, para quê ele está vivo? Listinha difícil de responder... (É difícil até de acentuar os chapeizinhos dos ÊS, quanto mais de responder).
Existe, também, uma diferença grande em perguntar por que estou vivo ou por que eu nasci. Eu nunca me perguntei por que estou viva, e sim, em último caso, por que eu nasci. Agora, o porque de se estar vivo é uma questão que não se vitimiza, ela se refere ao momento presente e não há 30 anos atrás, quando estava na barriga da mamãe. Faz toda diferença.


