domingo, 18 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
são as luzinhas, elas sempre me distraem. sim, na rua, quando há. sou inexata e tudo o que me resta está sóbrio e frio. a lua guarda seus segredos e esfria o porvir. uma derrota a demolição de um sonho, sonha livre, se assim fosse. o astor rói seu osso e assegura sua existência. eu me encolho no meu casco para ver os meus estragos.
eu não tenho lágrimas. Meus porões secaram. A luta, o trânsito, as batalhas cessaram. Um minuto a mais e talvez bata um novo vento e uma vertigem possa retirar algo de amargo no presente, algo de não-suturado da minha pele. Não espero por nada. A reclusão é o meu delírio e a rua minha companheira de viagem.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
os sons não me chegam nem o abraço confortável dos meus amigos, uma nova forma de ver o mundo se descortina mas não consigo ver
a rotina opaca qualquer o mundinho do trabalho dessa falação desenfreada ninguém escuta nada o que deveria ser algum discurso de amor uma declaração de afeto desce pelo bueiro junto com a enxurrada da chuva e ainda se depara com sofás e telas de computador quebrados a ordem é o desperdício e neste estado fico mal acabada anulada pelo delírio insano de ganhar algum dinheiro que pague contas que não são tantas e não custam tão caro assim caro mesmo é o meu silêncio e o meu torpor
a rotina opaca qualquer o mundinho do trabalho dessa falação desenfreada ninguém escuta nada o que deveria ser algum discurso de amor uma declaração de afeto desce pelo bueiro junto com a enxurrada da chuva e ainda se depara com sofás e telas de computador quebrados a ordem é o desperdício e neste estado fico mal acabada anulada pelo delírio insano de ganhar algum dinheiro que pague contas que não são tantas e não custam tão caro assim caro mesmo é o meu silêncio e o meu torpor
sem coragem de invadir as tristezas alheias, e muito menos as minhas próprias
é a covardia que me ataca, como uma gripe noturna uma febre invade incha minhas glândulas
é o medo, você precisa se animar, diz, todo mundo diz tudo e qualquer coisa; todo mundo quer tirar o suicida da ponte porque é o fracasso explícito da humanidade jorrado escarrado naquele corpo que parece uma pluma uma folha de árvore que flutua no ar em direção ao estilhaço final
mas o estilhaço os cacos de vidro às vezes já estão separados já estão em cantos do mundo que a covardia não nos deixa conhecer. é antigo o medo de espalhar-se quebrar a casca do ovo e invadir novos mundos uma força retroativa me deixa encostada na parede olhando o mundo um susto sempre me atinge e morro tantas vezes respiro
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