Ela lê o que eu escrevo. Ela sempre leu as aflições do meu coração e soube fechar os olhos para rezar em silêncio, pedindo para aquecerem o meu coração, onde eu estivesse. E a verdade é que sempre apareceu algum mensageiro amigo, alguém que, na sua ausência, aplacava alguma angústia ou somente dizia uma palavra certa ou dava algumas boas risadas ou bons conselhos. Isso acontecia quando eu estava por aí na rua, viajando, longe do seu alcance. E agora é ela quem - aparentemente - está longe do alcance. Mas há uma certeza íntima e mesmo espiritual, de que ela continua mandando seus recrutas. Continua rezando em silêncio, pedindo para meus caminhos se abrirem, para que eu mantenha o juízo e para que todos os que estão ao meu redor estejam ao meu lado. Quando viajava, ela sempre dizia que rezava não somente para mim, mas para todos os carros, caminhões, ônibus, todas as pessoas que estariam na estrada naquele momento, para que todos viajassem em paz. Que adianta rezar só para uma pessoa? Então ela rezava para todos. E todos, acredito, deviam chegar em paz aos seus destinos.
Ela está, sim, em algum lugar, e continua ali, aqui, nãoseionde, aquecendo meu coração. E com seus lindos olhos azuis iluminando meus passos.
Ela está, sim, em algum lugar, e continua ali, aqui, nãoseionde, aquecendo meu coração. E com seus lindos olhos azuis iluminando meus passos.

3 comentários:
mãe sempre vai ser mãe. aqui ou em outro lugar. a minha faz igualzinho e tenho certeza de que vai continuar fazendo quando nao estiver mais aqui.
beijos, querida.
;) outros beijos pra vc, linda
adorei o blog. e minha mãe também tinha olhos azuis :)
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