terça-feira, 13 de abril de 2010

é um fio, que me anima. o astor, talvez, me tira da insanidade. a sua alegria tão plena e despojada contrasta com a minha envergadura.

2 comentários:

roberto alencar disse...

O ASTOR, mencionado desta maneira singela e abstrata, causa um gosto, um sentimento de divertida sublimidade (ele é um fio que anima...) dá uma confortável conotação de que ele até não existe materialmente, sendo um carinhoso estado de espírito.
Pois é...
São coisas realmente da alma...
Que fogem da racionalidade. (Você disse: “talvez, tira da insanidade”) digo, atrevidamente. Por que não pensar o contrário? São coisas que tiram o nosso ser, exatamente, da SANIDADE, do peso do concretismo cinzento, do modismo, dessa verdade empacotada, desprovida de um mínimo de cognição diferenciada que não vai um centímetro além das “nobres” sendas filosóficas, que não alcança um milímetro de fuga daquilo que é “prático” e “esquemático”.

Paula Corrêa disse...

roberto, vc é sempre tão perspicaz e elevado nos comentários...