o vento, às vezes, leva. tudo fica. inconstante. movido em câmera lenta. a vida caminha com uma manivela enferrujada, como um navio que anda quilômetros e quilômetros e a noite e o dia permanecem inalterados. dias e dias e dias, assim.
os orientais, sábios, afirmam que não há mais noite do que meia-noite. e um dia, sem querer, sem um pedido urgente - no fundo, uma desistência, quando a luta já não é mais válida nem atroz, quando o coração para de implodir - acontece algo.
o vento, sim, leva tantas coisas. o apego, as chagas antigas, os temores. e a doce manhã nasce com um véu dourado no leme.
os orientais, sábios, afirmam que não há mais noite do que meia-noite. e um dia, sem querer, sem um pedido urgente - no fundo, uma desistência, quando a luta já não é mais válida nem atroz, quando o coração para de implodir - acontece algo.
o vento, sim, leva tantas coisas. o apego, as chagas antigas, os temores. e a doce manhã nasce com um véu dourado no leme.

Um comentário:
a surpresa é silêncio tranquilo em tempos de mar revolto
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