Insônia. Essa é uma palavra que estava fora do meu vocabulário até: ontem. Os nossos nervos ficam se entortando para entender por que justamente, esta noite, esta bendita noite, às 4h30 da manhã, você não consegue simplesmente deitar e dormir. Fiquei pensando que poderia ter ido dormir um pouco mais tarde, lá pela 1 da manhã, pra não correr o risco de "sobrar sono" no meio da noite e ter que acordar pra compensar o excesso. E o que fazer durante esse tempo desprendido do cotidiano que te obriga a existir a contragosto?
Fiquei na dúvida entre fumar um baseado ou tomar um Lorax. Se eu tomasse o Lorax, o efeito se prolongaria até o dia seguinte e talvez eu perdesse o horário de acordar para ir ao trabalho. Acendi o cigarro proibido na chama do fogão porque não encontrei um isqueiro na escuridão da casa. A brasa era a única luz que a minha falta de sono emitiu; me deu um certo prazer essa cena porque ela representava a minha solidão e o meu desespero pra voltar a dormir. O efeito da maconha pode me fazer dormir, pensei. Mas não fez.
Tive que ligar o computador. Penso que, por falta do que fazer, sou meio viciada em e-mails, tanto de trabalho como pessoais. Sempre esperamos uma comunicação que vá nos salvar do tédio, alguém de longe ou de perto que resolva escrever um texto revelador que nos tire das parcas linhas que recebemos todos os dias. Nada de e-mails. Fiz o caminho mais óbvio, com orkut, gmail, hotmail e uma página de notícias pra não perder o costume. Nada bombástico, apenas o jornal do dia seguinte, Renan Calheiros, e outras chamadas que nada chamam a atenção.
5 da manhã. Os ônibus começam a levar os trabalhadores da primeira hora. A cidade começa a acordar e os sons dos carros derrapando bêbados nas curvas páram: a balada terminou.
Fiquei na dúvida entre fumar um baseado ou tomar um Lorax. Se eu tomasse o Lorax, o efeito se prolongaria até o dia seguinte e talvez eu perdesse o horário de acordar para ir ao trabalho. Acendi o cigarro proibido na chama do fogão porque não encontrei um isqueiro na escuridão da casa. A brasa era a única luz que a minha falta de sono emitiu; me deu um certo prazer essa cena porque ela representava a minha solidão e o meu desespero pra voltar a dormir. O efeito da maconha pode me fazer dormir, pensei. Mas não fez.
Tive que ligar o computador. Penso que, por falta do que fazer, sou meio viciada em e-mails, tanto de trabalho como pessoais. Sempre esperamos uma comunicação que vá nos salvar do tédio, alguém de longe ou de perto que resolva escrever um texto revelador que nos tire das parcas linhas que recebemos todos os dias. Nada de e-mails. Fiz o caminho mais óbvio, com orkut, gmail, hotmail e uma página de notícias pra não perder o costume. Nada bombástico, apenas o jornal do dia seguinte, Renan Calheiros, e outras chamadas que nada chamam a atenção.
5 da manhã. Os ônibus começam a levar os trabalhadores da primeira hora. A cidade começa a acordar e os sons dos carros derrapando bêbados nas curvas páram: a balada terminou.

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