um fio de existência
fino
não me conte suas verdades
elas são como as modelos das vitrines
veja só
parecem verdades
sobram por aí como todos
(me tire daqui, mas não traga de volta o que eu fui)
uma constelação me convence todas as estrelas
de um silêncio eterno
que brilha meu olhar para o mundo e dentro dele
a incandescência da beleza jorra sua desforra
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
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Um comentário:
SINCERIDADE QUE ME DEVORA
A admiração quem te deu esse nome que não escolheste. Surpresa. Carrega-o, dignamente, atravessando as eras, surpreendendo as nossas convicções.
És tu a verdade! Dos dedos em ristes que não compactuam com a ignorância. Verdade redentora, de caráter cunho. A constelação das tuas estrelas me convence da tua representação fiel.
Estou incandescido por ti e seguro por um fio de existência.
Não te reveles, eu não suportaria. Permita apenas abrigar-me em tua sombra, contemplando o apedrejamento da tu eterna inimiga MENTIRA.
É incontestável a tua superioridade e em muitas ocasiões não te indignas em descer do teu pedestal.
A conformidade da real exatidão...
Sinceridade que me devora, revelando a minha ignomínia, intendência não concebida, pois não se entrega por pouco, já que tens o poder de viajar pelo infinito e não se atas por coisa menores, antes, paira teocentricamente sobre elas. Conhecemos sem compreender, provamos sem experimentar. E onde está a nossa franqueza, se a tua nobreza a nos é inatingível?
Brilha mais e alto sem dúvida ou insegurança. E o nosso ser se esvai como um conto efêmero, sufocado pelo peso dos teus altos.
Na luta, combates com espada de luz, sem desperdiçar tuas virtudes.
Nos causa esquizofrenia em sabermos o quão distantes estamos da tua presença.
Nunca fomos o que imaginamos ser.
(Roberto Alencar)
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