domingo, 4 de abril de 2010

eu sou poeta. E assim serei sempre. Tenho tantas tristezas que não ouso contar. Uma vez mais me perdi como sempre estou. Nada me guia; somente o desejo. Não de ter. De sentir-me do outro lado, atravessando uma fronteira e entrando na outra, devagarinho e de soslaio (com um sorriso pequeno nos lábios). Vendo a vida um pouco mais esgarçada. Um pouco mais no meu limite. E é como se o vento batesse e pulsasse o mundo em mim.

2 comentários:

roberto alencar disse...

Ser poeta, conviver com a poesia, é, certamente, um dos maiores privilégios da existência.
Ela abre um vasto leque de possibilidade para se enxergar a vida de formas, digamos, transcendentais.
A poesia é quem embeleza a vida, pela sua transversalidade, faz sentir a nuances da essência das coisas com suas ondulações inexatas.
Faz ver o mundo de um ângulo sinestésico.
Tristeza?
É apenas um dos inúmeros motivos da poesia...
Entre os quais se incluem o desejo e a perdição, e mais...
E mais um tanto de enigmas, sentimentos, convicções e equívocos que o poeta nem ouça contar.
Mas se dispõe a sentir, rápido ou devagarzinho, de frente, em perfil ou apenas de soslaio, sorrindo ou até chorando...
Realmente o poeta se sente estando de um outro lado...
Como que se o vento batesse, pulsasse e o levasse...
Até aos recônditos limites da poesia...

Anônimo disse...

(...)que o poeta nem ouça contar????